Computação & Tecnologia
Arquivo de abril 2009
Protegendo as crianças na Internet
27/04/09
Aqui no blog eu já fiz alguns posts que podem te ajudar a bloquear sites na internet e trazer de certa forma alguma segurança para o seu ambiente, seja ele doméstico ou empresarial.
Você pode encontrá-los aqui:
http://ricardomartins.com.br/2009/04/10/xo-pornografia-com-scrubit/
http://ricardomartins.com.br/2008/12/07/voce-conhece-o-opendns/
http://ricardomartins.com.br/2009/02/20/bloqueando-sites-na-unha/
http://ricardomartins.com.br/2009/03/19/bloqueando-sites-atraves-do-arquivo-hosts/
http://ricardomartins.com.br/2009/03/27/bloqueando-sites-atraves-do-arquivo-hosts-parte-3/
Hoje lendo meus feeds, encontrei um post do Catabits explicando como configurar o OpenDNS. Como tem uma explicação muito detalhada, achei interessante divulgar aqui.
Confiram no link:
http://www.catabits.com.br/blog/internet/protegendo-as-criancas-na-internet
Url’s curtas usando seu .htaccess
21/04/09
Um problema com as chamadas “redes sociais” são as URL’s muito compridas. São difícies de lembrar e você acaba sendo obrigado a mandar te procurarem pelo nome – vide orkut, ou você envia o link por e-mail, messenger, etc.
Por exemplo, algumas das minhas URL’s são:
- http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=5075637778557459393
- http://flickr.com/photos/rmartins
- http://www.bloglines.com/public/rmmartins
Uma forma fácil de resolver este problema, é utilizar redirecionamentos permanentes que sejam fáceis de lembrar, utilizando o .htaccess
Pode ser feito da seguinte maneira:
redirect 301 /nomedoatalho destino
Por exemplo:
redirect 301 /orkut http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=5075637778557459393
redirect 301 /bloglines http://www.bloglines.com/public/rmmartins
redirect 301 /delicious http://delicious.com/rmartins
redirect 301 /flickr http://flickr.com/photos/rmartins
redirect 301 /twitter http://twitter.com/ricardommartins
redirect 301 /linkedin http://www.linkedin.com/in/rmmartins
E o resultado:
- http://ricardomartins.com.br/orkut
- http://ricardomartins.com.br/bloglines
- http://ricardomartins.com.br/delicious
- http://ricardomartins.com.br/flickr
- http://ricardomartins.com.br/twitter
- http://ricardomartins.com.br/linkedin
É algo muito fácil de fazer, e ainda pode fazer uma grande diferença: Url’s curtas, fáceis de lembrar, e a possibilidade de promover meu site cada vez que revelo estes endereços à alguém.
Suporte ao Windows XP Termina na Próxima Semana
14/04/09
A partir do dia 14 de abril a Microsoft encerrará o suporte ao sistema operacional Windows XP e ao pacote de software Office 2003. As atualizações de segurança estão garantidas até 2014, quando esses programas serão definitivamente aposentados pela Microsoft.
Leia mais em:
http://www.dailytech.com/article.aspx?newsid=14797
Configurando o Serviço de NAT no RRAS (Serviço de Roteamento e Acesso Remoto) no Windows 2000 e 2003
10/04/09
Autor: Danilo Montagna
Esse artigo explicará umas das dicas mais procuradas entre administradores de redes e profissionais do ramo que tenham links de Internet ADSL, Dedicado, etc, no intuito de compartilhar o acesso a Internet com os outros computadores de uma mesma rede interna.
O primeiro passo é verificar sua conectividade com a Internet, para isso você irá precisar de duas placas de redes: a primeira será utilizada para a sua rede Internet local e a segunda será utilizada para o acesso a Internet. Após isto, vá em Ferramentas Administrativas (Administrative Tools) > Roteamento e Acesso Remoto (Routing and Remote Access) > Servidor (Local) > Roteamento IP (IP Routing) e clique em Geral (General) > Novo Protocolo de Roteamento (New Routing Protocol), como mostra a imagem abaixo:

Após clicar no item mostrado acima, você terá que selecionar o Protocolo NAT (TELA 2): selecione a opção (Conversão de endereços de rede (NAT) e clique em OK, isso irá adicionar essa opção na guia Roteamento IP (IP Routing).
Agora só falta especificar a interface de rede que será o GATEWAY da rede interna, que neste caso seria sua placa de rede interna e a interface de rede que dará o acesso direto a Internet. Na guia Conversão de endereços de rede (NAT) que foi acrescentada agora, clique com o botão direito do mouse e escolha Nova Interface (New Interface), selecionando a interface que se refere à sua placa de rede interna. Clique em OK.

Na TELA 3 você deverá selecionar a opção Interface privada conectada à sua rede privada (Private interface conected to the private network) e clicar em OK, como mostrado na figura ao lado.
Clique novamente na guia Conversão de endereços de rede (NAT) e clique com o botão direito do mouse escolhendo Nova Interface (New Interface). Selecione a interface que se refere a sua placa de rede externa (Placa que permite o acesso direto à Internet) e clique em OK.

Na TELA 4 que irá aparecer, selecione a opção Interface pública conectada à internet (Public interface conected to internet), selecione a opção Converter cabeçalhos TCP/UDP (recomendado) Translate TCP/UDP headers (recommended) e clique em OK, como mostrado na figura aolado.
OK, a partir deste ponto, seu servidor já esta configurado para fornecer o serviço de NAT (Network Address Translation).

Observação: é possível também utilizar o NAT como servidor de DHCP, caso você ainda não tenha configurado um pelo Windows 2000 Server.
Entendendo os Níveis de RAID (Redundant Array of Inexpensive Disks)
10/04/09
Autor: Danilo Montagna
Esse artigo demonstra como solucionar os problemas de quebra de disco em um servidor, Dependendo dos serviços que estão sendo rodados no servidor, geralmente acesso à banco de dados, e-mail, sistema corporativos, etc, não seria legal perder todo esse conteúdo por causa de uma falha de disco rígido, e por isso empresas de médio a grande porte investem em sistemas de “tolerância à falhas” ou seja, o Sistema RAID.
Uma das melhores soluções para “tolerância à falhas” para seu servidor é o Sistema RAID.
Definição de RAID: RAID significa “Redundant Array of Inexpensive Disks”. Pesquisadores da Universidade de Berkeley na Califórnia foram os que publicaram um estudo definindo o RAID, as suas características e tecnologias. Atualmente existem onze tipos de RAID: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 10, 53 e 0+1.
Abaixo estão as descrições dos RAID mais utilizados:
RAID 0 – striping sem tolerância à falha

Este nível tem o nome de “striping”. Os dados do computador são divididos entre dois ou mais discos rígidos, o que oferece uma alta performance de transferência de dados, porém não oferece segurança de dados, pois caso haja alguma pane em um disco rígido, todo o conteúdo gravado neles irá ser perdido. O RAID 0 pode ser usado para se ter uma alta performance, porém não é indicado para sistemas que necessitam de segurança de dados.

É possível usar de dois a quatro discos rígidos em RAID 0, onde os mesmos serão acessados como se fosse um único disco, aumentando radicalmente o desempenho do acesso aos HD’s. Os dados gravados são divididos em partes e são gravados por todos os discos. Na hora de ler, os discos são acessados ao mesmo tempo. Na prática, temos um aumento de desempenho de cerca de 98% usando dois discos, 180% usando 3 discos e algo próximo a 250% usando 4 discos. As capacidades dos discos são somadas. Usando 4 discos de 10 GB, por exemplo, você passará a ter um grande disco de 40 GB.
Este modo é o melhor do ponto de vista do desempenho, mas é ruim do ponto de vista da segurança e da confiabilidade, pois como os dados são divididos entre os discos, caso apenas um disco falhe, você perderá os dados gravados em todos os discos. É importante citar que neste nível você deve usar discos rígidos idênticos. É até possível usar discos de diferentes capacidades, mas o desempenho ficará limitado ao desempenho do disco mais lento.
RAID 1 (mirror e duplexing)

O RAID 1 também é conhecido como “espelhamento”, ou seja, os dados do computador são divididos e gravados em dois ou mais discos ao mesmo tempo, oferecendo, portanto, uma redundância dos dados com segurança contra falha em disco. Esse nível de RAID tende a ter uma demora maior na gravação de dados nos discos, pelo fato da replicação ocorrer entre os dois discos instalados, mais sua leitura será mais rápida, pois o sistema terá duas pontes de procura para achar os arquivos requeridos.
Neste nível são utilizados dois discos, sendo que o segundo terá uma cópia idêntica do primeiro, ou seja, um CLONE. Na prática, será como se existisse apenas um único disco rígido instalado, pois o segundo seria usado para espelhamento dos dados gravados no primeiro - mas caso o disco principal falhe por qualquer motivo, você terá uma cópia de segurança armazenada no segundo disco. Este é o modo ideal se você deseja aumentar a confiabilidade e a segurança do sistema.
Um detalhe importante em RAID 1 é que, caso os dois discos estejam na mesma IDE, (1º em master e o 2º em slave), você teria que resetar o micro caso o primeiro disco quebrar, usando um disco por IDE a placa fará a troca automaticamente, sem necessidade de reset.
RAID 10 (mirror e striping com alta performance)

O RAID 10 pode ser usado apenas com 4 discos rígidos. Os dois primeiros trabalharão em modo Striping (aumentando o desempenho), enquanto os outros dois armazenarão uma cópia exata dos dois primeiros, mantendo uma tolerância à falhas. Este modo é na verdade uma junção do RAID 0 com o RAID 1 e é muito utilizado em servidores de banco de dados que necessitem alta performance e tolerância à falhas.
RAID 0+1 (alta performance com tolerância)

Ao contrário do que muitos pensam, o RAID 0+1 não é o mesmo que o RAID 10: embora ambos exijam no mínimo quatro discos rígidos para operarem e funcionam de uma maneira similar, o RAID 0+1 e tem a mesma tolerância à falha do RAID 5. No RAID 0+1, se um dos discos rígidos falhar, ele se torna essencialmente um RAID 0
RAID 2 (ECC)

Este nível de RAID é direcionado para uso em discos que não possuem detecção de erro de fábrica. O RAID 2 é muito pouco usado uma vez que os discos modernos já possuem de fábrica a detecção de erro no próprio disco.
RAID 3 (cópia em paralelo com paridade)

O RAID 3 divide os dados, a nível de byte, entre vários discos. A paridade é gravada em um disco em separado. Para ser usado este nível, o hardware deverá possuir este tipo de suporte implementado. Ele é muito parecido com o RAID 4.
RAID 4 (paridade em separado)

RAID 4 divide os dados, a nível de “blocos”, entre vários discos. A paridade é gravada em um disco separado. Os níveis de leitura são muito parecidos com o RAID 0, porém a gravação requer que a paridade seja atualizada toda as vezes que ocorrerem gravações no disco, tornando-a mais lenta a gravação dos dados no disco. O RAID 4 exige no mínimo três discos rígidos.
RAID 5 (paridade distribuída)

O RAID 5 é comparável ao RAID 4, mas ao invés de gravar a paridade em um disco separado, a gravação é distribuída entre os discos instalados. O RAID 5 aumenta a velocidade em gravações de arquivos pequenos, uma vez que não há um disco separado para a paridade. Porém como o dado de paridade tem que ser distribuído entre todos os discos instalados, durante o processo de leitura, a performance deverá ser um pouco mais lenta que o RAID 4. O RAID 5 exige no mínimo três discos rígidos.
Existem outros RAID que são utilizados em menor escala e/ou são baseados naquele acima mencionados:
RAID 6 (dupla paridade)
É essencialmente uma extensão do RAID 5 com dupla paridade
RAID 7 (altíssima performance)
As informações são transmitidas em modo assíncrono que são controladas e cacheadas de modo independente. obtendo performances altíssimas.
RAID 53 (alta performance)
É essencialmente um RAID 3 com cinco discos rígidos
Com certeza pode-se afirmar que o Sistema de arquitetura RAID é o mais utilizado entre empresas que querem manter segurança de dados em seus servidores. Algumas soluções são bastante caras, mas permitem um nível de segurança compatível com o investimento realizado.