Arquitetura multi-agent: orquestrando a complexidade

Um agent sozinho é como aquele microserviço que nasceu pequeno e, de repente, quer resolver tudo. Funciona até certo ponto. Depois vira confusão. Quando a tarefa cresce, especialização ajuda. Se você já migrou de monolito pra microservices, o raciocínio aqui vai soar familiar. As perguntas são quase as mesmas. Como eles se comunicam? Quem coordena? O que acontece quando um falha? Quanto custa essa coordenação? O mapa pro profissional de infra Conceito Multi-Agent O que faz Equivalente em infra Orchestrator Coordena agents, delega tarefas API Gateway, Workflow engine Worker agent Executa tarefas específicas Microserviço Message passing Comunicação entre agents Message queue (Service Bus) Shared state Dados compartilhados entre agents Database, Redis Handoff Transferir contexto entre agents Request forwarding Supervisor Monitora e intervém quando algo falha Kubernetes controller, watchdog Consensus Múltiplos agents concordam numa decisão Raft, quorum Quando usar multi-agent Cenário Single agent Multi-agent Task de 3-5 steps num domínio Ideal Overkill Task que cruza múltiplos domínios (DB + rede + app) Fica confuso Ideal Task onde diferentes partes precisam de tools diferentes Tools demais Separação natural Task onde precisas de “second opinion” Possível (reflection) Mais robusto Task com trabalho paralelizável Limitado Escala melhor Regra prática: se um agent já está carregando tools demais e você precisa explicar o mapa inteiro do mundo pra ele funcionar, provavelmente chegou a hora de quebrar em mais de um. ...

26 de julho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

Padrões agentic: os building blocks

Se agents são controllers (LLM + tools + loop), padrões agentic são os design patterns que esses controllers usam. Assim como em software tradicional você tem Observer, Strategy e Chain of Responsibility, em AI agents também existem padrões que aparecem o tempo todo. Saber reconhecer esses patterns encurta bastante o caminho. Em vez de desenhar tudo do zero a cada caso, você monta a solução com blocos que já provaram valor. ...

23 de julho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

Orquestração Multi-Agentes: Correlacionando AKS e Azure OpenAI

Até aqui, a série construiu duas coisas separadas: no post 1, um agent que fala com AKS via aks-mcp para diagnosticar o cluster; nos posts 2 e 3, um watchdog que observa o consumo de TPM no Azure OpenAI e decide o quão urgente um alerta deve ser. Os dois funcionam isoladamente, e isolados já entregam valor. Mas, separados, eles também deixam sem resposta a pergunta mais óbvia de todas: quando o consumo de tokens dispara do nada, a primeira coisa que qualquer SRE pergunta é “alguém fez deploy?”. Hoje essa resposta ainda é manual, alguém olhando o alerta do watchdog em uma aba e o dashboard do AKS em outra. ...

21 de julho de 2026 · 6 minutos · Ricardo Martins

AI agents: memória, estado e consistência

Seu agent de diagnóstico vai bem numa interação. Aí o mesmo alerta volta na semana seguinte e ele zera a memória. Não lembra que já investigou. Não lembra que a causa raiz era aquele cronjob que explode memória toda quarta às 3h da manhã. Agent sem memória é como engenheiro que perde o caderno toda segunda. Sabe trabalhar. Só reaprende as mesmas coisas o tempo todo. O mapa pro profissional de infra Conceito de Memória O que faz Equivalente em infra Short-term memory Contexto da conversa atual Buffer de request (dados in-flight) Long-term memory Informações que persistem entre sessões Database, persistent storage Episodic memory Lembranças de interações passadas Logs, audit trail Semantic memory Conhecimento geral acumulado Knowledge base, wiki Working memory O que está “ativo” na cabeça do agent Cache, working set State Configuração atual do agent Estado do pod, configmap Consistency Garantia de que memória é correta Consistency model do banco Por que memória é difícil em agents LLMs são stateless. Cada request é independente. O modelo não “lembra” nada entre chamadas. Toda memória é simulada via contexto. ...

20 de julho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Como projetar um AI agent do zero

No post anterior, eu destrinchei como agents funcionam: LLM, tools e loop. Agora a conversa muda de nível. O problema não é fazer um demo de 5 minutos. É projetar um agent que aguente produção, rode 24/7 e não precise de babá. Continua sendo design de sistema, com as perguntas de sempre: quais são os requisitos, quais os failure modes, como escala e como monitora? As 5 decisões de design Projetar um agent normalmente vira 5 decisões: ...

17 de julho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

Como AI agents funcionam por dentro

Terça-feira, 14h. Seu colega mostra um demo: ele pede pro “agent” verificar o status de 5 servidores, identificar qual tem mais CPU usage, e criar um ticket pra investigação. O agent faz tudo sozinho. Sem scripts. Sem runbooks. Seu primeiro pensamento: “Isso é só um LLM chamando APIs, certo?” Sim. E não. O conceito é simples. A parte trabalhosa é fazer isso funcionar com segurança e previsibilidade em produção. É aí que mora a engenharia de verdade. ...

14 de julho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

De Script a Agente: Dando Autonomia de Decisão ao Watchdog

No post anterior, o watchdog de quota do Azure OpenAI era um script com if pct_of_tpm > 0.8: alert. Funciona, mas carrega um problema que qualquer pessoa que já configurou alerta de monitoramento conhece de cor: threshold fixo não entende contexto. Um batch job que sempre consome 90% de TPM por 10 minutos no fechamento do mês e depois volta ao normal é, para o script, o mesmo evento que algum agent solto no ambiente entrando em loop e queimando tokens sem parar. Os dois cruzam o mesmo threshold; só um deles merece acordar alguém. ...

14 de julho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

Machine learning system design: o que todo infra deveria saber

O time de ML treinou um modelo que funciona no notebook. Accuracy de 94%. Todo mundo comemora. Aí vem a parte menos glamourosa: colocar isso em produção. “Dá pra colocar isso numa API com 99.9% de uptime, latência < 200ms e 10K requests por segundo?” É aqui que system design de ML cai no colo de infra. A boa notícia é que a maior parte do problema parece familiar. Serving, rollout, observabilidade e capacity planning continuam sendo trabalho de sistema distribuído. O pedaço realmente diferente existe, mas é menor do que o hype sugere. ...

11 de julho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Construindo um Watchdog 429 Determinístico para Azure OpenAI

No post anterior eu expliquei o que é MCP e como um agent decide sozinho a sequência de chamadas a partir das tools que tem disponíveis. Agora vamos construir um caso de uso real, pequeno o bastante para terminar em um fim de semana: um MCP server que observa o consumo de tokens do seu deployment de Azure OpenAI / AI Foundry e avisa no Slack ou por email antes do 429 acontecer. Não depois, quando o cliente já engoliu o erro em produção. ...

8 de julho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

LLM evals: como medir se seu modelo presta

Você mudou o system prompt. O time de ML acha que ficou melhor. Mas “achar” não é métrica. Em infra, você não faz deploy sem rodar tests. Em AI, o equivalente é evals. LLM Evals são testes automatizados que medem a qualidade das respostas do modelo. É o seu test suite pro AI. Sem evals, toda mudança no pipeline (prompt, modelo, RAG, chunking) é um deploy no escuro. tl;dr: Evals são o baseline que separa melhoria real de opinião. Monte um golden dataset pequeno, rode métricas simples primeiro e compare toda mudança de prompt, modelo ou RAG antes de subir pra produção. ...

8 de julho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins