Construindo um Watchdog 429 Determinístico para Azure OpenAI

No post anterior eu expliquei o que é MCP e como um agent decide sozinho a sequência de chamadas a partir das tools que tem disponíveis. Agora vamos construir um caso de uso real, pequeno o bastante para terminar em um fim de semana: um MCP server que observa o consumo de tokens do seu deployment de Azure OpenAI / AI Foundry e avisa no Slack ou por email antes do 429 acontecer. Não depois, quando o cliente já engoliu o erro em produção. ...

8 de julho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

LLM evals: como medir se seu modelo presta

Você mudou o system prompt. O time de ML acha que ficou melhor. Mas “achar” não é métrica. Em infra, você não faz deploy sem rodar tests. Em AI, o equivalente é evals. LLM Evals são testes automatizados que medem a qualidade das respostas do modelo. É o seu test suite pro AI. Sem evals, toda mudança no pipeline (prompt, modelo, RAG, chunking) é um deploy no escuro. tl;dr: Evals são o baseline que separa melhoria real de opinião. Monte um golden dataset pequeno, rode métricas simples primeiro e compare toda mudança de prompt, modelo ou RAG antes de subir pra produção. ...

8 de julho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Context engineering: a arte de alimentar LLMs

Você monta um pipeline de RAG, conecta no Azure OpenAI, e as respostas saem meia-boca. Genéricas. Às vezes o modelo ignora o contexto. Às vezes inventa. O modelo pode ser ótimo, mas a forma como você monta o input pesa muito no resultado. Context engineering é a disciplina de montar esse input de forma que o modelo entregue o que você precisa. Não é só “prompt engineering” com nome bonito. É trabalho de estrutura, constraints e trade-offs. ...

5 de julho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Da prompt engineering à frontier company: por que o modelo já não é o diferencial

Três anos atrás, a pergunta que eu mais ouvia era: “qual é o melhor prompt?” Dois anos atrás, mudou pra: “como faço RAG?” Ano passado: “como construo um agent?” Esse ano, a conversa mudou de tamanho. Ninguém está perguntando só como fazer um chatbot melhor. A pergunta agora é como uma empresa inteira opera com agents, com governança, observabilidade e permissões de verdade. Essa sequência conta uma história boa sobre maturidade. E vale conectar os pontos porque ela explica por que tanta gente ainda discute o problema errado. ...

2 de julho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

Como RAG funciona: da teoria ao pipeline

O VP de produto chega na daily: “Quero que o chatbot responda perguntas sobre nossa documentação interna. Tem 2000 páginas de runbooks, políticas, e procedimentos. O ChatGPT não sabe nada disso.” O time de ML responde: “Vamos implementar RAG.” Todo mundo faz que sim com a cabeça. Você fica com a tarefa de provisionar a infra. Antes de subir recurso, vale entender o que RAG realmente faz por dentro. tl;dr: RAG é pipeline de indexação + retrieval + prompt. O que mais quebra em produção é chunk ruim, busca ruim e custo do LLM, não falta de fine-tuning. ...

2 de julho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

MCP e Agentes de IA 101 para Engenheiros de Infraestrutura

Em algum momento nos últimos meses, alguém do seu time apareceu falando sobre um “AI agent” ou um “MCP server” e pediu acesso, um deploy ou uma explicação para o CISO sobre por que agora existe um processo não determinístico com permissão para encostar no cluster de produção. Este post é o modelo mental que eu gostaria de ter tido antes de tocar nisso pela primeira vez. Sem hype e com um exemplo real rodando no Azure ao longo do caminho. ...

1 de julho de 2026 · 13 minutos · Ricardo Martins

Como vector databases funcionam por dentro

O time de ML acabou de te pedir um “vector database” em produção. Você sabe operar PostgreSQL, Redis, Cosmos DB. Mas isso? É um banco de dados ou um índice de busca? Precisa de backup? Tem replicação? Qual o modelo de consistência? Aqui dentro: o que é, como funciona por dentro, e como operar em produção. tl;dr: vector database, na prática, é um motor de busca por similaridade com índice ANN. O custo mora em RAM, recall, rebuild de índice e operação de busca, não só em “guardar vetores”. ...

29 de junho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Reinforcement learning: o que é e por que importa pra LLMs

Segunda-feira, 9h. Você pede pro chatbot um resumo do incidente da madrugada. Ele responde com educação, parece confiante e ainda improvisa quando não sabe. Esse comportamento não aparece por acaso: um modelo base sem alignment só completa texto estatisticamente provável. tl;dr: Reward, policy, RLHF e DPO ajudam a explicar por que um LLM ajustado parece prestativo, verboso ou confiante demais. Se você entende esse pipeline, entende melhor o comportamento do modelo em produção. ...

26 de junho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

Conceitos de LLMs: o deep dive que faltava

Sexta-feira, 17h. Você recebe um ticket do time de data science: “O modelo está retornando respostas cortadas. Parece que o context window encheu. Pode aumentar?” Você olha pro ticket. Context window? Aumentar como? Isso é configuração de infra ou limitação do modelo? É memória? É disco? Onde isso vive? Se você já passou por isso, esse post é pra você. Aqui dentro: o que cada peça de um Large Language Model faz, explicado pra quem entende de sistemas. Não pra virar ML engineer, mas pra ter vocabulário e contexto pra resolver problemas reais no dia a dia. ...

23 de junho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Glossário visual infra ↔ AI: sua Pedra de Roseta

Último post da série. No anterior, a gente montou o framework de adoção em 6 fases. Agora vem a cola final. Você já fala infraestrutura com fluência. AI não é idioma alienígena. É um dialeto com nome ruim e sigla demais. Este glossário faz a ponte entre os termos de AI e os conceitos de infra que você já usa todo dia. tl;dr: Use este post como tabela de tradução rápida. Se um termo de AI travar a conversa, volte aqui e mapeie para o equivalente de infra antes de discutir ferramenta ou arquitetura. ...

18 de junho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins