Como vector databases funcionam por dentro

O time de ML acabou de te pedir um “vector database” em produção. Você sabe operar PostgreSQL, Redis, Cosmos DB. Mas isso? É um banco de dados ou um índice de busca? Precisa de backup? Tem replicação? Qual o modelo de consistência? Aqui dentro: o que é, como funciona por dentro, e como operar em produção. tl;dr: vector database, na prática, é um motor de busca por similaridade com índice ANN. O custo mora em RAM, recall, rebuild de índice e operação de busca, não só em “guardar vetores”. ...

29 de junho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Reinforcement learning: o que é e por que importa pra LLMs

Segunda-feira, 9h. Você pede pro chatbot um resumo do incidente da madrugada. Ele responde com educação, parece confiante e ainda improvisa quando não sabe. Esse comportamento não aparece por acaso: um modelo base sem alignment só completa texto estatisticamente provável. tl;dr: Reward, policy, RLHF e DPO ajudam a explicar por que um LLM ajustado parece prestativo, verboso ou confiante demais. Se você entende esse pipeline, entende melhor o comportamento do modelo em produção. ...

26 de junho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

Conceitos de LLMs: o deep dive que faltava

Sexta-feira, 17h. Você recebe um ticket do time de data science: “O modelo está retornando respostas cortadas. Parece que o context window encheu. Pode aumentar?” Você olha pro ticket. Context window? Aumentar como? Isso é configuração de infra ou limitação do modelo? É memória? É disco? Onde isso vive? Se você já passou por isso, esse post é pra você. Aqui dentro: o que cada peça de um Large Language Model faz, explicado pra quem entende de sistemas. Não pra virar ML engineer, mas pra ter vocabulário e contexto pra resolver problemas reais no dia a dia. ...

23 de junho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Glossário visual infra ↔ AI: sua Pedra de Roseta

Último post da série. No anterior, a gente montou o framework de adoção em 6 fases. Agora vem a cola final. Você já fala infraestrutura com fluência. AI não é idioma alienígena. É um dialeto com nome ruim e sigla demais. Este glossário faz a ponte entre os termos de AI e os conceitos de infra que você já usa todo dia. tl;dr: Use este post como tabela de tradução rápida. Se um termo de AI travar a conversa, volte aqui e mapeie para o equivalente de infra antes de discutir ferramenta ou arquitetura. ...

18 de junho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Framework de adoção AI: do entusiasmo à governança

Décimo quarto post da série. No anterior, a gente usou AI no próprio trabalho de infra. Agora o escopo aumenta: como levar uma organização inteira do “vamos usar AI” pra uma plataforma governada e escalável. tl;dr: Adoção de AI sem framework vira custo espalhado, segurança frouxa e GPU ociosa. As 6 fases (assessment, foundation, pilot, scale, govern, optimize) evitam repetir os mesmos erros de cloud adoption. As melhores intenções, os piores resultados Seu CTO entra no all-hands e manda: “vamos com tudo em AI”. A sala anima. Antes do fim da reunião já tem thread no Slack sobre GPU, copiloto, agente e orçamento que ninguém pediu. ...

14 de junho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

AI use cases pra infra teams: AIOps e além

Décimo terceiro post da série. No anterior, a gente falou dos incidentes que arrancam você da cama. Agora a pergunta é outra: como usar AI pra melhorar o próprio trabalho de infraestrutura. tl;dr: AI ajuda muito em análise de logs, detecção de anomalia, capacity planning, rascunho de IaC e apoio em incidente. Não substitui monitoramento, compliance nem execução determinística. Invertendo a lente Nos últimos 12 posts, você montou infra pra AI: GPU, cluster, pipeline, segurança, monitoramento, custo. Beleza. Mas e usar AI no seu dia a dia? Análise de logs, detecção de anomalia, capacity planning, geração de IaC, apoio em incidentes. AIOps não é mágica e também não nasceu ontem. É só aplicar modelos e inferência em problemas operacionais que já consomem boa parte do seu tempo. ...

10 de junho de 2026 · 6 minutos · Ricardo Martins

Troubleshooting playbook: os incidentes que vão te acordar às 2AM

Décimo segundo post da série. No anterior, operamos Azure OpenAI com HA e retry decente. Agora vem a parte menos charmosa: quando o diagrama bonito encosta na vida real. Este post está organizado em cenários reais de falha. Cada um segue: Sintomas → Diagnóstico → Root cause → Resolução → Prevenção. Leia uma vez pra formar repertório. Depois deixa salvo. Você ainda vai voltar aqui. tl;dr: Este playbook cobre cinco falhas comuns em workloads de AI: driver, CUDA OOM, pod Pending, 429 e latência. A meta é reduzir o tempo entre sintoma, hipótese e ação segura. ...

6 de junho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Azure OpenAI em produção: tokens, throughput e alta disponibilidade

Décimo primeiro post da série. No anterior, a gente montou a plataforma de AI self-service com multi-tenancy e scheduling. Agora vem o serviço que todo mundo quer usar: Azure OpenAI, e como rodar isso sem tomar 429 na cara. tl;dr: Em produção, Azure OpenAI pede conta de TPM e RPM, retry com jitter e rota de escape entre deployments e regiões. Se você trata 429 como azar, o problema volta no próximo pico. ...

2 de junho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

System design: URL Shortener, simplicidade em escala

“Design a URL shortening service like Bitly or TinyURL.” Essa é geralmente a primeira pergunta de system design que candidatos encontram. Parece simples: recebe URL longa, retorna URL curta, redireciona quando acessam. Dá pra fazer em 50 linhas de código, certo? Certo. Pra 100 usuários. Agora faz isso pra 100 bilhões de URLs com 100.000 redirects por segundo e vamos ver o quão “simples” é. O URL Shortener é o exercício perfeito pra fechar a série porque combina decisões aparentemente simples que revelam profundidade quando você puxa o fio: ...

30 de maio de 2026 · 17 minutos · Ricardo Martins

Platform ops: construindo uma plataforma AI self-service

Décimo post da série. No anterior, controlamos custos com Spot VMs, right-sizing e FinOps. Agora: como parar de ser um help desk humano pra GPU. tl;dr: Quando cada time começa a pedir GPU por DM, já passou da hora de virar plataforma. Namespaces, quotas, filas e prioridades resolvem isso. O canal do Slack que comeu sua agenda Seis meses atrás, você provisionou uma VM GPU pro time de ML. Configurou drivers, montou storage, fechou o ticket. Pareceu mais um request normal de infraestrutura. ...

29 de maio de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins