Framework de adoção AI: do entusiasmo à governança

Décimo quarto post da série. No anterior, a gente usou AI no próprio trabalho de infra. Agora o escopo aumenta: como levar uma organização inteira do “vamos usar AI” pra uma plataforma governada e escalável. tl;dr: Adoção de AI sem framework vira custo espalhado, segurança frouxa e GPU ociosa. As 6 fases (assessment, foundation, pilot, scale, govern, optimize) evitam repetir os mesmos erros de cloud adoption. As melhores intenções, os piores resultados Seu CTO entra no all-hands e manda: “vamos com tudo em AI”. A sala anima. Antes do fim da reunião já tem thread no Slack sobre GPU, copiloto, agente e orçamento que ninguém pediu. ...

14 de junho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

AI use cases pra infra teams: AIOps e além

Décimo terceiro post da série. No anterior, a gente falou dos incidentes que arrancam você da cama. Agora a pergunta é outra: como usar AI pra melhorar o próprio trabalho de infraestrutura. tl;dr: AI ajuda muito em análise de logs, detecção de anomalia, capacity planning, rascunho de IaC e apoio em incidente. Não substitui monitoramento, compliance nem execução determinística. Invertendo a lente Nos últimos 12 posts, você montou infra pra AI: GPU, cluster, pipeline, segurança, monitoramento, custo. Beleza. Mas e usar AI no seu dia a dia? Análise de logs, detecção de anomalia, capacity planning, geração de IaC, apoio em incidentes. AIOps não é mágica e também não nasceu ontem. É só aplicar modelos e inferência em problemas operacionais que já consomem boa parte do seu tempo. ...

10 de junho de 2026 · 6 minutos · Ricardo Martins

Troubleshooting playbook: os incidentes que vão te acordar às 2AM

Décimo segundo post da série. No anterior, operamos Azure OpenAI com HA e retry decente. Agora vem a parte menos charmosa: quando o diagrama bonito encosta na vida real. Este post está organizado em cenários reais de falha. Cada um segue: Sintomas → Diagnóstico → Root cause → Resolução → Prevenção. Leia uma vez pra formar repertório. Depois deixa salvo. Você ainda vai voltar aqui. tl;dr: Este playbook cobre cinco falhas comuns em workloads de AI: driver, CUDA OOM, pod Pending, 429 e latência. A meta é reduzir o tempo entre sintoma, hipótese e ação segura. ...

6 de junho de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

Azure OpenAI em produção: tokens, throughput e alta disponibilidade

Décimo primeiro post da série. No anterior, a gente montou a plataforma de AI self-service com multi-tenancy e scheduling. Agora vem o serviço que todo mundo quer usar: Azure OpenAI, e como rodar isso sem tomar 429 na cara. tl;dr: Em produção, Azure OpenAI pede conta de TPM e RPM, retry com jitter e rota de escape entre deployments e regiões. Se você trata 429 como azar, o problema volta no próximo pico. ...

2 de junho de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

System design: URL Shortener, simplicidade em escala

“Design a URL shortening service like Bitly or TinyURL.” Essa é geralmente a primeira pergunta de system design que candidatos encontram. Parece simples: recebe URL longa, retorna URL curta, redireciona quando acessam. Dá pra fazer em 50 linhas de código, certo? Certo. Pra 100 usuários. Agora faz isso pra 100 bilhões de URLs com 100.000 redirects por segundo e vamos ver o quão “simples” é. O URL Shortener é o exercício perfeito pra fechar a série porque combina decisões aparentemente simples que revelam profundidade quando você puxa o fio: ...

30 de maio de 2026 · 17 minutos · Ricardo Martins

Platform ops: construindo uma plataforma AI self-service

Décimo post da série. No anterior, controlamos custos com Spot VMs, right-sizing e FinOps. Agora: como parar de ser um help desk humano pra GPU. tl;dr: Quando cada time começa a pedir GPU por DM, já passou da hora de virar plataforma. Namespaces, quotas, filas e prioridades resolvem isso. O canal do Slack que comeu sua agenda Seis meses atrás, você provisionou uma VM GPU pro time de ML. Configurou drivers, montou storage, fechou o ticket. Pareceu mais um request normal de infraestrutura. ...

29 de maio de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

System design: Twitter/X, feed de notícias em escala

“Design a social media feed like Twitter.” Se YouTube é sobre arquivos grandes, WhatsApp sobre entrega garantida, e Uber sobre dados em movimento, Twitter é sobre o problema mais traiçoeiro de todos: fan-out. Um único tweet de alguém com 50 milhões de followers precisa aparecer na timeline de cada um deles, em segundos. No papel parece simples: “me mostra os posts de quem eu sigo em ordem cronológica”. Em produção vira outro bicho quando a escala é: ...

28 de maio de 2026 · 17 minutos · Ricardo Martins

System design: Uber, geolocalização e matching em tempo real

“Design a ride-sharing platform like Uber.” Se YouTube é sobre throughput de dados e WhatsApp sobre latência de mensagens, Uber é sobre dados em movimento. Literalmente. Milhões de carros se movendo simultaneamente, e o sistema precisa saber onde cada um está, a cada segundo, pra conectar passageiros e motoristas em tempo real. O desafio do Uber é único porque combina: Geolocalização em tempo real (milhões de pontos se movendo) Matching otimizado (encontrar o melhor motorista, não apenas o mais próximo) Cálculo de rota e ETA (com condições de tráfego variando) Pricing dinâmico (oferta e demanda flutuando por região e minuto) Tudo isso com latência perceptível pro usuário de < 3 segundos entre apertar “pedir corrida” e ver o motorista atribuído. ...

26 de maio de 2026 · 17 minutos · Ricardo Martins

Cost engineering para AI: quando GPU idle custa mais que seu carro

Nono post da série. No anterior, blindamos a plataforma contra prompt injection e data leakage. Agora: como não falir no processo. tl;dr: GPU cara sem controle vira incidente financeiro. Resolva com auto-shutdown, right-sizing, Spot, budgets e escolha certa entre Standard e PTU. A segunda-feira de R$650.000 Segunda de manhã. Café na mão, e-mail do financeiro no subject line: “URGENTE: fatura Azure $127.000, explicar.” Forecast era $42.000. Dois VMs ND96isr_H100_v5, provisionados três semanas atrás pra um “experimento rápido”, nunca desligados. A ~$98/hora cada, rodando 24/7 por três semanas: $33.000 em GPU parada. Ninguém usando. Ninguém lembrava que existiam. ...

25 de maio de 2026 · 6 minutos · Ricardo Martins

System design: WhatsApp, messaging em tempo real

“Design a messaging system like WhatsApp.” Se o YouTube é o exercício clássico de throughput e storage, WhatsApp é o exercício clássico de latência e conexões persistentes. O desafio muda completamente: em vez de entregar arquivos grandes pra milhões de viewers passivos, precisamos entregar mensagens pequenas pra bilhões de usuários em tempo real e garantir que nenhuma se perca. WhatsApp processa mais de 100 bilhões de mensagens por dia. O que impressiona aqui não é só a escala, mas a pressão simultânea por latência baixa, conexões persistentes e durabilidade. ...

24 de maio de 2026 · 14 minutos · Ricardo Martins