MLOps: ciclo de vida do modelo pra quem é de infra

Sexto post da série. No anterior, automatizamos provisioning de clusters GPU. Agora entra a parte que começa depois do hardware pronto: como um modelo sai do “funciona no meu notebook” e vira algo que roda em produção com SLA. tl;dr: Modelo não é arquivo solto. Registre versão, valide em staging, publique com canary e deixe rollback pronto. O modelo que chegou sem certidão de nascimento Um data scientist manda uma mensagem no canal do time com um link pra um shared drive: “Aqui está o modelo. É um checkpoint PyTorch de 15 GB. Precisamos em produção até sexta.” ...

13 de maio de 2026 · 7 minutos · Ricardo Martins

Infrastructure as Code para AI: automatizando GPU clusters

Quinto post da série. No anterior, entramos no detalhe da GPU. Agora é hora de automatizar o que fica ao redor dela. Entender GPU é metade do trabalho. Provisionar tudo isso de forma consistente, repetível e auditável é a outra metade. tl;dr: IaC em AI não é capricho. É o que evita SKU errado, drift, cluster caro esquecido e pipeline sem trilha de auditoria. O typo de $4.000 Imagina o cenário: você provisiona um cluster GPU manualmente em East US 2 pra um experimento de ML. AKS com node pool Standard_NC6s_v3, accelerated networking, drivers NVIDIA, taints corretos. Leva quase um dia, mas funciona. ...

9 de maio de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins

GPU deep dive: o que acontece dentro do silício

Quarto post da série. No anterior, você viu quais VMs GPU provisionar e como conectar elas. Agora a ideia é olhar dentro da GPU pra entender o que acontece no silício. Não pra escrever CUDA kernel, mas pra ser um troubleshooter melhor e conversar com o time de ML sem ficar no modo adivinhação. tl;dr: O tamanho do checkpoint não diz quanta VRAM o treino vai consumir. Em GPU, pesos são só o começo. Gradientes, ativações e estado do otimizador é que costumam explodir a conta. ...

5 de maio de 2026 · 12 minutos · Ricardo Martins

Compute para AI: escolhendo o hardware certo (e conectando ele direito)

Terceiro post da série onde traduzo AI pra linguagem de quem vive infraestrutura. No post anterior, falamos do gargalo escondido de storage. Hoje a conversa é sobre compute. A diferença não está em comprar a GPU mais cara da prateleira. Está em escolher a GPU certa e ligar tudo do jeito certo. tl;dr: Em AI, escolher compute é escolher workload, memória e interconexão. GPU errada ou rede errada faz você pagar caro pra terminar mais devagar. ...

1 de maio de 2026 · 12 minutos · Ricardo Martins

Dados e storage para workloads de AI: o gargalo que ninguém vê

Esse é o segundo post da série onde traduzo o mundo de AI pra linguagem de engenheiros de infraestrutura. No primeiro post, mostrei que AI é só mais um workload e que suas habilidades de infra já te deixam bem mais perto desse mundo do que parece. Agora é hora de falar do gargalo que quase todo mundo descobre tarde demais: storage. tl;dr: GPU cara parada quase sempre significa dado chegando devagar. Pra treino de AI, storage e cache local decidem a utilização da GPU tanto quanto a placa que você comprou. ...

27 de abril de 2026 · 10 minutos · Ricardo Martins

AI para engenheiros de infraestrutura: por que AI precisa de você

Esse é o primeiro post de uma série onde vou traduzir o mundo de AI pra linguagem que engenheiros de infraestrutura já falam. Se você é o tipo de profissional que configura VMs, monta pipelines de CI/CD e acorda de madrugada quando o Nagios dispara, esse conteúdo é pra você. A série é baseada no meu livro open-source AI for Infrastructure Professionals, adaptada e expandida aqui em português. tl;dr: AI não pede que você vire data scientist. Pede que você aplique o que já sabe de compute, rede, segurança, observabilidade e custos num workload novo. O jargão muda. Os fundamentos continuam. ...

26 de abril de 2026 · 8 minutos · Ricardo Martins